sábado, 27 de outubro de 2007

Os Deuses Gregos


Gaia, ou a terra, era a primeira divindade da ordem cósmica grega, nascida do caos que reinava antes da vida. Ela deu à luz Urano (os céus) e juntos conceberam gigantes, cíclopes e titãs. Urano não estava satisfeito com seus rebentos monstruosos, trancafiando-os todos nas profundezas da terra. E, por causa disso, Gaia ficara desgostosa com Urano. Ela convocou o titã Cronos para atacar seu pai ingrato e tomar seu poder. Mas Cronos era um pai ainda menos tolerante que Urano e logo lhe foram infligidos os mesmos infortúnios pelo seu próprio filho Zeus. E com a ascensão de Zeus ao poder, inicia-se a era grega dos Olímpicos.
Por controlar todo o cosmo, Zeus decidiu dividir o espólio entre seus irmãos Posêidon e Hades. Decidiu-se que Zeus manteria seu título de soberano dos deuses, enquamyo que Posêidon tomaria posse dos mares. A Hades coube o controle do mundo inferior, o que o fez sentir-se preterido, mas apesar disso ali reinou, como uma divindade colérica e ciumenta.
Enquanto isso, o casamento de Zeus com Hera (a deusa do casamento e da comunidade) não ia bem. As várias ocupações dele a deixavam irada e enciumada como Hades, mas ela nunca enfrentou Zeus abertamente e, em vez disso, lançou suas frustrações contra outros inimigos.
Ainda assim o casal teve vários filhos. Zeus mostrava abertamente seu favoritismo por Atena, que se tornou a deusa da sabedoria e da guerra. Ao contrário de seu irmão Ares (o deus da batalha), Atena era sensata e benevolente, escolhendo suas batalhas para promover a civilização e o progresso. Para Ares, era irrelevante qual dos lados vencia uma batalha; ele queria somente derramamento intenso de sangue para satisfazer a sua natureza violenta. Ares chegou até mesmo a levar consigo para a batalha os seus filhos - Fobos (medo), Deimos (terror) e Ênio (horror). Mas Ares era covarde e fugia assim que as coisas se voltavam contra ele, chegando até mesmo a ser zombado publicamente por seu próprio irmão Hefesto.
Hefesto (deus da forja e dos ferreiros) surpreendeu Ares em um envolvimento amoroso com sua esposa. Mesmo tendo a fama de ser o mais feio entre as divindades, Hefesto conseguiu desposar Afrodite, a deusa absoluta do amor e da beleza. Mas ela raramente correspondia ao amor dele, preferindo o deus da guerra Ares a ele.
Entretanto, Zeus continuava a ter seus relacionamentos extraconjugais, de muitos dos quais nasceram filhos - os mais famosos foram Ártemis (deusa do arco e flecha) e Apolo. Deus da sabedoria, da verdade, da música, do sol e, entre outras coisas, da cura, Apolo acabou por ser um dos deuses mais respeitados do Olimpo. Um ato de benevolência durante a infância abriu o precedente para Apolo: uma serpente gigante chamada Píton guardava tenazmente o Oráculo de Delfos (um poço do qual brotavam profecias). A serpente arrasou a região rural vizinha, envenenando rios e poços, destruindo colheitas e demolindo aldeias inteiras. O jovem Apolo derrotou Píton e libertou o Oráculo.
Apesar de sua natureza bondosa, Apolo nem sempre era tratado com respeito, especialmente pelo seu meio-irmão Hermes. Como era veloz por causa das sandálias aladas, Hermes era o mensageiro de todos os deuses do Olimpo. Mas também era malvado — e mesmo quando ainda estava envolto nos cueiros, roubou gado de Apolo. Apolo ordenou o retorno das reses, mas acabou por cedê-las a Hermes em virtude da destreza daquele com a lira. Assim, Hermes tornou-se o deus da música.
Zeus não restringia seus casos extraconjugais às deusas - também o atraíam as mulheres mortais. Uma dessas mortais era Semele, a quem Zeus “visitou” durante a noite como uma presença divina. Semele não sabia quem era o pai, mas estava feliz em ter sido possuída por uma divindade e de ter dado a luz a Dionísio, deus do vinho e da celebração. Naturalmente, isso incomodou Hera, cujos ciúmes pelas relações extraconjugais de Zeus nunca haviam diminuído. Ela convenceu Semele a revelar quem era o pai, mesmo sabendo que nenhuma mulher mortal poderia sobreviver a um encontro com Zeus em que o visse como pessoa, e assim Semele morreu. Mas Hera ainda não estava satisfeita e assassinou também Dionísio. Rea o ressuscitou e Zeus foi forçado a encolerizar Hera ainda mais estendendo a proteção divina de Dionísio.

Mitologia

A mitologia foi a maneira que as primeiras civilizações encontraram de explicar os fenômenos da natureza e as coisas que não compreendiam. Algumas dessas explicações ainda são aceitas ate hoje por alguns povos e religiões, e algumas outras foram criadas conforme a população aumentava e aumentava também as maneiras de ver o mundo. Apesar disso alguns povos se perderam pelo tempo e pela invasão e dominação por outros povos mas suas lendas permanecem ate hoje. Ainda que nas eras seguintes tenha havido muitas contradições e incoerências, as lendas abrem uma janela para um passado que merece ser contemplado.
É fascinante ver como os deuses dessas mitologias não eram infalíveis — eles tinham forças e fraquezas, exatamente como os mortais que os veneravam. E como todos os homens e todas as civilizações, eles nasceram e morreram. É dessa na época, em que a mitologia predominava, e a história dos deuses refletia a história da humanidade, que vamos tratar. Dividido entre os povos que acreditavam em seu poder (gregos, egípcios e nórdicos), vamos contar desde a criação como eram as vidas desses poderosos seres que deveriam de fato ser temidos.

Fronteiras do Universo: A Bússola Dourada

Primeiro livro da trilogia Fronteiras do Universo, A Bússola De Ouro (ou Dourada), escrito por Philip Pullman, é uma marcante aventura fantástica, com narrativa envolvente onde vamos viajando por um mundo de fantasia para descobrir cada vez mais o que ira acontecer a seguir, nos prendendo nesse maravilhoso universo criado pelo autor.
O livro conta a história de um mundo paralelo ao nosso onde cada ser humano tem um Daemon, um animal que vive ao nosso lado e do qual não podemos nos separar e as crianças desaparecem misteriosamente. Lyra é uma menina de 11 anos que vive na Oxford desse mundo paralelo e que para encontrar e salvar seu amigo Róger, que foi raptado pelos "papões", parte em uma viagem que lhe trará encontros com ursos de armadura, bruxas, balonistas, anjos, cientistas e religiosos envolvidos numa batalha de grandes proporções alem de ter revelações surpreendentes do seu passado.
O livro, escrito na década de 90, desafia a igreja diretamente questionando várias crenças religiosas cristãs. Segundo alguns críticos, essa a obra mais ambiciosa desde "O Senhor dos Anéis", e rendeu ao autor os prêmios The Guardian Children’s Fiction Prize e Carnegie Prize e a indicação da Publishers Weekly como o melhor livro de 1996 para público jovem.
Esse mundo de fantasia criado por Phillip Pullman, ganhará uma versão para cinema com estréia prevista para dia 7 de dezembro desse ano. No elenco, está Nicole Kidman (ganhadora do Oscar pelo seu papel em "As Horas"), que interpretará a primeira vilã de sua carreira, Sra. Coulter, uma socialite incrivelmente glamourosa e perigosa. Daniel Craig também contracenará com Kidman, vivendo um impiedoso aventureiro e erudito que possui um passado misterioso. Lyra será interpretada por Dakota Blue Richards, uma estreante que participou de um teste na Inglaterra e foi escolhida dentre 10.000 jovens entre 10 a 13 anos. Na equipe de atores, também encontram-se outras personalidades conhecidas como Eva Green e Sam Elliot, que já atuou em produções como "Hulk. O filme foi roteirizado e dirigido por Chris Weitz, que teve acesso à trilogia de Pulman em 2000, quando estava realizando o longa "Era Uma Vez Um Rapaz". Weitz disse que se surpreendeu com a imaginação de Pulman e logo sentiu-se atraído pela adaptação.
"Fronteiras do Universo: A Bússola Dourada" e é um filme que promete agradar não só os fãs de Pullman mas também o publico em geral, com uma arte deslumbrate e uma mistura perfeita entre fantasia e realidade.

Site Oficial do Filme:
http://www.goldencompassmovie.com/

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Stardust

Com historia de Neil Gaiman e desenhos de Charles Vess o romance gráfico Stardust, produzido na década de 90, conta a fascinante historia de Tristran, um garoto comum da pequena cidade de Wall, que, para provar seu amor à jovem mais bela das redondezas, resolve ir em busca de uma estrela cadente que ambos viram cair. Só que para isso é terá de juntar coragem e se aventurar fora das fronteiras do seu mundo, nas terras de além-muro - o mundo as fadas, um reino mágico e perigoso.
O livro vem recheado de pinturas belíssimas que podem, às vezes, não passarem de um detalhe no canto da pagina, ou serem magníficos e impressionantes painéis de página dupla. O texto é bastante poético e flui com facilidade, tornando a leitura agradável e cativante, apesar das insistentes notas do tradutor, que são colocadas no meio da frase, entre parênteses e atrapalham o ritmo da leitura. Embora seja rotulada como “contos de fadas para adultos”, por ter passagens duras e até mesmo violentas, Stardust não merece essa qualificação por não ser nada mais do que uma historia escrita como os contos medievais antes de serem adaptadas para os dias de hoje. Trata-se de um conto de fadas repleto de magia e detalhes fabulosos, assim como uma verdadeira historia de fantasia deve ser. Por esses e outros motivos Stardust vai entrar para galeria de filmes baseados em livros de fantasia, para a alegria de todos nós fãs de ficção fantástica.
A adaptação cinematográfica desse belíssimo romance ilustrado chegou aos cinemas brasileiros no feriado de 12 de outubro, com direção de Matthew Vaughn. A narração fica por conta de Sir Ian Mckellen, o “Gandalf” de O Senhor dos Anéis e o “Magneto” de X-Men. E o elenco conta com nomes de peso, como Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Claire Danes, Rupert Everetl, Henry Cavill, Peter O’Tool e Ricky Gervais, entre outros.
É aguardar com grande entusiasmo e não perder nenhuma noticia desse que promete ser um grande filme

As Crônicas de Nárnia e a temática cristã


A série de livros infantis As Crônicas de Nárnia foi escrita pelo irlandês C.S. Lewis contando as aventuras que ocorrem em uma terra fictícia denominada Nárnia. Nestas histórias o bem combate o mal, aniamais podem falar e criaturas mitologicas estão em todo lugar. Também é notável a presença de temas cristãos apresentados de forma sutil juntamente com algumas idéias do próprio autor. O leão Aslam é um personagem importante na série pois está presente em todos os livros representando Jesus Cristo de forma figurada, mas bastante clara. Os livros da série já ganharam adaptações para o rádio, para a televisão e mais recentemente também para o cinema. Lewis é também conhecido pelos livros que publicou na área de teologia, pensamento eapologética cristã. Segundo relato do próprio Lewis sua intenção inicial não era usar temas cristãos mas estes teriam sido naturalmente incorporados durante o processo de criação. O conteúdo cristão da série é o centro de um caloroso debate entre os seus críticos e defensores. Muitos cristãos colocam a série como um grande meio de evangelização, enquanto outros colocam os livros como um meio subliminar de passar valores pagãos. Alguns críticos apontam que a temática cristã em vários dos livros é tão sutil que dificilmente é identificada por leitores que não estejam familiarizados com elas, embora tal sutileza permita a penetração no público não cristão.

C.S. LEWIS (1898-1968)


Clive Staples Lewis nasceu em 29 de novembro de 1898, em Belfast, capital da Irlanda. Como sua família era protestante, logo mudou-se para a Inglaterra, onde estudou literatura medieval e cristianismo. Os primeiros contados com mitologia aconteceram na adolescência, quando ele passou a se interessar pelas lendas nórdicas e celtas.
Lewis era fascinado pelos acontecimentos de outras épocas e eras, o que pode ser facilmente notado na complexidade do mundo que ele criou com Nárnia. Também era um estudioso do cristianismo, doutrina religiosa que influenciou fortemente em sua produção intelectual. Entre 1925 e 1954, Lewis foi professor de Literatura Medieval e Renassentista na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Nessa época já integrava um importante grupo que discutia literatura, o qual tinha Tolkien, Charles Williams e Owen Barfield como membros.
Apesar de ser mundialmente conhecido pela obra As Crônicas de Nárnia, C.S. Lewis escreveu mais de 40 livros. As Crônicas de Nárnia é o terceiro trabalho de ficção de Lewis. Foi neste trabalho que o irlandês pode mostrar seu apurado conhecimento em mitologia grega, romana e nórdica, e, ao mesmo tempo imprimir uma marca pessoal na concepção de seu mundo de fábula. Bem como as obras anteriores, elementos do cristianismo estão presentes também nesta criação.
C.S. Lewis morreu em 22 de novembro de 1963, em Oxford.
Escritores contemporâneos de literatura juvenil inglesa já revelaram ser fortemente influenciados pelo trabalho de Lewis.
É o caso de Daniel Hundler (de A Series of Unfortunate Events), Eoin Colfer (de Artemis Fow) e, claro, J.K. Rowling, que já contou ter prestado uma homenagem a Lewis na saga Harry Potter. O nome Cedric Diggory, personagem de O Cálice de Fogo, é uma referência a Digory Kirke, personagem de Crônicas de Nárnia, principalmente no livro O Sobrinho do Mago.

J. R. R. TOLKIEN (1892-1973)


John Ronald Reuel Tolkien interessava-se principalmente pela tradição lingüística e literária da região central da Inglaterra e foi professor de língua anglo-saxônica no Pembroke College, em Oxford, de 1925 a 1945, e, mais tarde, lecionou Língua e Literatura Inglesas no Merton College até se aposentar em 1959. O HOBBIT não é sua única obra cuja ação se passa em Terra-Média. Seria impossível não citar a célebre trilogia do Senhor dos Anéis ou os Contos Inacabados. No Silmarillion, uma coletânea de lendas e mitologias de Terra-Média, Tolkien conta o doloroso amor entre Beren e Luthien. Doloroso porque a princesa élfica Luthien tem uma expectativa de vida em torno de mil anos, enquanto Beren dispõe apenas da sua curta existência humana. O tempo tem tão pouca importância para os livros quanto para os elfos, e Tolkien, provavelmente, dedicava a eles tanto amor quanto Beren a Luthien. Em um dia de 1973, ele teve de abandoná-los para ir às Enseadas Cinzentas, deixando para nós a tarefa de amá-los em seu lugar. Tolkien completaria 115 anos em 2007.