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Com historia de Neil Gaiman e desenhos de Charles Vess o romance gráfico Stardust, produzido na década de 90, conta a fascinante historia de Tristran, um garoto comum da pequena cidade de Wall, que, para provar seu amor à jovem mais bela das redondezas, resolve ir em busca de uma estrela cadente que ambos viram cair. Só que para isso é terá de juntar coragem e se aventurar fora das fronteiras do seu mundo, nas terras de além-muro - o mundo as fadas, um reino mágico e perigoso.
O livro vem recheado de pinturas belíssimas que podem, às vezes, não passarem de um detalhe no canto da pagina, ou serem magníficos e impressionantes painéis de página dupla. O texto é bastante poético e flui com facilidade, tornando a leitura agradável e cativante, apesar das insistentes notas do tradutor, que são colocadas no meio da frase, entre parênteses e atrapalham o ritmo da leitura. Embora seja rotulada como “contos de fadas para adultos”, por ter passagens duras e até mesmo violentas, Stardust não merece essa qualificação por não ser nada mais do que uma historia escrita como os contos medievais antes de serem adaptadas para os dias de hoje. Trata-se de um conto de fadas repleto de magia e detalhes fabulosos, assim como uma verdadeira historia de fantasia deve ser. Por esses e outros motivos Stardust vai entrar para galeria de filmes baseados em livros de fantasia, para a alegria de todos nós fãs de ficção fantástica.
A adaptação cinematográfica desse belíssimo romance ilustrado chegou aos cinemas brasileiros no feriado de 12 de outubro, com direção de Matthew Vaughn. A narração fica por conta de Sir Ian Mckellen, o “Gandalf” de O Senhor dos Anéis e o “Magneto” de X-Men. E o elenco conta com nomes de peso, como Robert De Niro, Michelle Pfeiffer, Claire Danes, Rupert Everetl, Henry Cavill, Peter O’Tool e Ricky Gervais, entre outros.
É aguardar com grande entusiasmo e não perder nenhuma noticia desse que promete ser um grande filme

A série de livros infantis As Crônicas de Nárnia foi escrita pelo irlandês C.S. Lewis contando as aventuras que ocorrem em uma terra fictícia denominada Nárnia. Nestas histórias o bem combate o mal, aniamais podem falar e criaturas mitologicas estão em todo lugar. Também é notável a presença de temas cristãos apresentados de forma sutil juntamente com algumas idéias do próprio autor. O leão Aslam é um personagem importante na série pois está presente em todos os livros representando Jesus Cristo de forma figurada, mas bastante clara. Os livros da série já ganharam adaptações para o rádio, para a televisão e mais recentemente também para o cinema. Lewis é também conhecido pelos livros que publicou na área de teologia, pensamento eapologética cristã. Segundo relato do próprio Lewis sua intenção inicial não era usar temas cristãos mas estes teriam sido naturalmente incorporados durante o processo de criação. O conteúdo cristão da série é o centro de um caloroso debate entre os seus críticos e defensores. Muitos cristãos colocam a série como um grande meio de evangelização, enquanto outros colocam os livros como um meio subliminar de passar valores pagãos. Alguns críticos apontam que a temática cristã em vários dos livros é tão sutil que dificilmente é identificada por leitores que não estejam familiarizados com elas, embora tal sutileza permita a penetração no público não cristão.

Clive Staples Lewis nasceu em 29 de novembro de 1898, em Belfast, capital da Irlanda. Como sua família era protestante, logo mudou-se para a Inglaterra, onde estudou literatura medieval e cristianismo. Os primeiros contados com mitologia aconteceram na adolescência, quando ele passou a se interessar pelas lendas nórdicas e celtas.
Lewis era fascinado pelos acontecimentos de outras épocas e eras, o que pode ser facilmente notado na complexidade do mundo que ele criou com Nárnia. Também era um estudioso do cristianismo, doutrina religiosa que influenciou fortemente em sua produção intelectual. Entre 1925 e 1954, Lewis foi professor de Literatura Medieval e Renassentista na Universidade de Cambridge, na Inglaterra. Nessa época já integrava um importante grupo que discutia literatura, o qual tinha Tolkien, Charles Williams e Owen Barfield como membros.
Apesar de ser mundialmente conhecido pela obra As Crônicas de Nárnia, C.S. Lewis escreveu mais de 40 livros. As Crônicas de Nárnia é o terceiro trabalho de ficção de Lewis. Foi neste trabalho que o irlandês pode mostrar seu apurado conhecimento em mitologia grega, romana e nórdica, e, ao mesmo tempo imprimir uma marca pessoal na concepção de seu mundo de fábula. Bem como as obras anteriores, elementos do cristianismo estão presentes também nesta criação.
C.S. Lewis morreu em 22 de novembro de 1963, em Oxford.
Escritores contemporâneos de literatura juvenil inglesa já revelaram ser fortemente influenciados pelo trabalho de Lewis.
É o caso de Daniel Hundler (de A Series of Unfortunate Events), Eoin Colfer (de Artemis Fow) e, claro, J.K. Rowling, que já contou ter prestado uma homenagem a Lewis na saga Harry Potter. O nome Cedric Diggory, personagem de O Cálice de Fogo, é uma referência a Digory Kirke, personagem de Crônicas de Nárnia, principalmente no livro O Sobrinho do Mago.
John Ronald Reuel Tolkien interessava-se principalmente pela tradição lingüística e literária da região central da Inglaterra e foi professor de língua anglo-saxônica no Pembroke College, em Oxford, de 1925 a 1945, e, mais tarde, lecionou Língua e Literatura Inglesas no Merton College até se aposentar em 1959. O HOBBIT não é sua única obra cuja ação se passa em Terra-Média. Seria impossível não citar a célebre trilogia do Senhor dos Anéis ou os Contos Inacabados. No Silmarillion, uma coletânea de lendas e mitologias de Terra-Média, Tolkien conta o doloroso amor entre Beren e Luthien. Doloroso porque a princesa élfica Luthien tem uma expectativa de vida em torno de mil anos, enquanto Beren dispõe apenas da sua curta existência humana. O tempo tem tão pouca importância para os livros quanto para os elfos, e Tolkien, provavelmente, dedicava a eles tanto amor quanto Beren a Luthien. Em um dia de 1973, ele teve de abandoná-los para ir às Enseadas Cinzentas, deixando para nós a tarefa de amá-los em seu lugar. Tolkien completaria 115 anos em 2007.